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À ESCUTA [2022]
A obra e prática coreográfica “à escuta” investiga os efeitos do som no corpo e as implicações políticas que a escuta convoca para a contemporaneidade.
Nesta dança, a performer se lança no desafio de, a cada gesto, criar embates nas operações constitutivas do próprio corpo, com o desejo de gerar inversões nos regimes vigentes dos sentidos corporais. Memórias e imagens involuntárias - passadas, presentes e futuras - são articuladas ao vivo no corpo em movimento com o espaço.
"à escuta" mergulha nas descobertas que nascem do interesse em escutar as profundidades das matérias - corpo, espaço, som, ar, luz - e propõe a criação de um corpo nu através de uma atitude radicalmente perceptiva. A nudez enquanto escuta, a nudez enquanto acontecimento que nasce da percepção e que vibra junto com a pele do espaço no encontro com o público.
"à escuta" também poderia ser uma dança dedicatória: dançar e abrir circuitos para o que pode acontecer quando se escuta. Uma dança à.
FICHA TÉCNICA
Direção, concepção e performance: Carolina Minozzi
Dramaturgista: Ana Maria Krein
Som: Hedra Rockenbach
Luz: Laura Salerno
Colaboração artística: Patrícia Árabe
Colaboração visual - espaço e figurino: Renan Marcondes
Produção: Corpo Rastreado
Montagem e operação de luz: Lucas Pradino
Cenotecnia: David Costa e Venancio Cruz
Vídeo: Bruta Flor Filmes
Fotos: Mayra Azzi
Apoios: CRD - Centro de Referência da Dança de São Paulo (2022 e 2018), PAR - Programa Artistas en Residencia UY (2019), Ensaios Perversos Polimorfos (2018), Galeria O’Quarto (2016), Oficina Cultural Oswald de Andrade (2016), Key Zetta e Cia (2016).
HISTÓRICO
A pesquisa de “à escuta” teve início em 2016, dentro do projeto SIM, da Key Zetta e Cia., com apoio da 18ª edição do Edital de Fomento à Dança para a cidade de São Paulo.
Em 2018, o trabalho esteve em residência no CRD – Centro de Referência da Dança de São Paulo, ano em que também foram realizadas duas aberturas de processo criativo: no Teatro Oficina e na Capital 35.
Em 2019, “à escuta” foi selecionado para o PAR – Programa Artistas en Residencia, em Montevidéu (Uruguai), onde deu continuidade ao seu processo criativo e ampliou o campo de investigação do projeto Posições de Descanso. Durante a residência, foi realizada uma abertura do processo criativo no FIDCU – Festival Internacional de Dança Contemporânea do Uruguai.
O solo estreou no Sesc Avenida Paulista, com apresentações de 28 de abril a 1º de maio de 2022, e participou da 8ª edição da PARALELA – Plataforma de Arte de Uberlândia, em outubro do mesmo ano.
Em janeiro de 2026, o trabalho realizou temporada no Espaço Cênico do Sesc Pompeia, em São Paulo.

Foto: Mayra Azzi


Foto: Mayra Azzi

Foto: Mayra Azzi
